O amor é o ridículo da vida.
A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo.
A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas.
Morrer não doi.
(Cazuza)

Hoje o dia amanheceu com uma cara diferente, não tenho muita inspiração pra escrever e no entanto, preciso escrever.
Acho que desde pequena, escrever sempre me aliviou grandes cargas de sentimentos que ficavam ali, estagnados.
Ontem, minha mãe veio conversar comigo, a respeito do meu avô que está a meses doente; indo de médico à médico, sem resposta alguma. Tudo que eu vejo todos os dias que acordo, é uma nova esperança de um médico diagnosticá-lo logo, pois ele está cada dia mais magro e mais fraco, já não come mais, não bebe água, mas é vísivel que ele tem vontade de viver.
E sim, depois de todas as minhas orações, veio a resposta que eu tanto queria, mas não da forma que eu queria, meu avô pode estar com câncer.
Foi o que minha mãe disse, os médicos desconfiam disso também...
Me lembro bem dessa doença, sempre ter sido quase um palavrão aqui dentro de casa, desde que minha avó faleceu, e é estranho pra mim, conviver com essa realidade.
Eu sempre achei que era necessário viver cada dia como se fosse o último, mas nunca achei, que teria que acordar todos os dias com esse sentimento de última vez.
A despedida em doses homeopáticas me tortura, mas não vou fraquejar dessa vez, eu não posso me desfazer, porque sei que todos estão tentando ser fortes.
Mas cada vez que olho para o quarto dele, me dá uma dor no peito, uma sensação de que nunca mais vou ouvir aquelas risadas de manhã, a sensação de estar absorvendo o máximo das lembranças, eu olho cada peça de roupa, olho ele dormindo ali, como se depois de muitos anos, ele houvesse voltado a ser uma criança.
Eu daria uns anos da minha vida, pra que meu avô vivesse o suficiente para conhecer meus filhos, pra levá-los a jogos de sinuca, campeonatos de futebol, pra comprar balas de hortelã e amendoin, pra dar a eles, toda a alegria que ele me deu durante meus 20 anos de vida.
Aproveitem meus amigos, aproveitem os grandes amores de suas vidas, aproveitem seus pais, seus avós, seus amigos, aproveitem!
Porque se cada dia que passa é um dia a menos ou um dia a mais, eu não sei, mas sei que um dia desses, pode não haver amanhã.

Tenham um bom dia!
E não se esqueçam: é mesmo preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.

'Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz

Eu sei, que a vida podia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é bonita!' ♫

Ah a vida! Esse emaranhado de fios que está sempre nos pregando peças.
Mas eu desisti de encontrar o fio da meada, desisti de procurar início e fim, eu quero viver!
Viver pelos meios, viver os extremos, viver as amenidades e as grandes emoções, sem olhar para trás, sem esperar compaixão, sem esperar reconhecimento e ainda, sem esperar que compreendam minhas escolhas.

O que eu vivi, ditou muito do que sou hoje, mas eu não vou ficar revivendo o passado, tenha sido ele cômico ou trágico. Porque há fatos, que se não podem ser tratados com amor, serão tratados com indiferença e ainda, com compaixão.

Mas não, não peço que me entendam, não peço que me aceitem. Porque com toda a minha humanidade, deixo de entender e aceitar muitas coisas.
Também deixei de exigir respeito, mas não pensem que por isso, deixarei de respeitar.

Porque pior que me tornar amarga, fria e desrespeitosa, é me tornar ao menos parecida, com as pessoas que desprezo.

Viver, viver, viver!

Não apenas existir, não apenas fazer escolhas pra provar que sou capaz, fazer por mim, porque além dos que me amam verdadeiramente, o que resta depois de cada batalha, sou eu e eu mesma, compactuando pra recomeçar uma nova jornada.

Agradeço o carinho aos que por aqui tem passado!
Agradeço aos grandes amigos que todos os dias se dispõe a me emprestar os ouvidos e os olhos!

Agradeço aos que me ensinaram muito ou pouco, mas que por aqui passaram e me mostraram que viver é bem mais importante que apenas existir...


Tenham um lindo dia!

E não se esqueçam: Todos os dias a vida lhe sorri, sorria de volta! ^^


"A medida que ele começa a levantar a voz
Você baixa a sua e concede a ele uma útima chance
Dirija até você perder a estrada

Ou corte relações com o único que você tem seguido

Ele fará uma das duas coisas:

Ele admitirá tudo

Ou ele pode dizer que não é mais o mesmo

E você vai começar a se perguntar porquê veio." ♫
(The Fray - How to save a life)

O tempo passa, as pessoas mudam, e quando você olha pra estante empoeirada das lembranças, as fotos não inspiram o mesmo sentimento vago.
Você olha aquelas imagens amareladas, e agora há conceitos a respeito de cada um daqueles sorrisos forçados.

Aquelas pessoas da fotografia, nunca existiram, elas forjaram uma bela imagem!
Então você se esforça para se perdoar por ter acreditada nas benditas imagens, mas sua consciência te diz em silêncio, que aqueles sorrisos e as roupas de gala, engomadas e perfumadas, enganariam qualquer um que as viesse olhar.
Quantas e quantas pessoas, abriram aquele album, e acreditaram igualmente nas faces felizes que ali estavam.
Restos de um passado feliz, de momentos puros, de paisagens inertes, momentos montados, minunciosos, friamente calculados para enganar os olhos.

Então, você separa aquelas fotos, elas não merecem espaço no seu album de lembranças, você as guarda em uma caixa, se promete nunca mais olhá-las, agora estão trancadas, você joga a chave fora.
Mas uma única, você decidiu não guardar, justamente a mais falsa, justamente a que te causou mais sofrimento.
E você olha pra ela todo dia, e você diz em voz alta: Eu sou parte desse momento, mas não sou esse momento!

A imagem te olha, e você corajosamente olha pra ela de volta, pela primeira vez você a enfrenta e todos os dias você a vence um pouco.

Você já se vê daqui a um tempo, olhando a mesma fotografia, apenas como lembrança e lição do que você nunca deve se tornar e do que nunca mais se dará oportunidade de viver.
Pois o que antes era uma fotografia que você apenas não tinha coragem de rasgar, hoje é uma mera imagem que você nem sente necessidade de olhar.

Boa tarde caros e raros amigos!

E não se esqueçam, em breve, tudo será passado!
Hoje é o dia! Viva!

ps: Sorte para o meu Flu ^^

'Mas não vamos falar sobre amor ou correntes
e coisas que não podemos evitar
seus olhos são suaves com tristeza
Mas ei! Isto não é jeito de dizer adeus'. ♫
(Renato Russo - Hey, that's no way to say goodbye)

Não é difícil chegar a conclusão, que são as despedidas que dizem respeito à intensidade dos nossos sentimentos.
É fácil, tão fácil, estar em topor por uma chegada inesperada, em meio a bruma das nossas desesperanças... Mas não, não são nossas alegrias que dizem quem somos, também não são nossas tristezas, porque como sabiamente ouvi uma vez: a alegria nos faz estacionar, porque paramos para desfrutar ao máximo daquele momento tão raro, e nossas tristezas nos fazem procurar chão, nos faz caminhar, sem olhar pra trás, e no entanto, tenta nos obrigar a esquecer quem fomos, quando tudo tinhamos, e sermos parte do nada, agora que nada temos.
O que nos define, como homens e mulheres, é nossa capacidade de lidar com o que temos e o que não temos mais, é a capacidade de saber que momentos felizes existem, mas acabam, que momentos tristes existem, mas não duram pra sempre. O importante, é tentar descobrir, o que somos, o que nos tornamos e porque nos tornamos, depois de cada um desses momentos.
Porque a pior despedida, não é do amor que se foi, dos braços que você já não tem mais, das conversas jogada fora, das lágrimas choradas, dos momentos de ira e incompreensão, da mentira, da mais cruel mentira, a despedida mais triste, é a de nós mesmos. Quando temos que dizer adeus, ao que fomos, quando todos esses sentimentos ditavam quem nós eramos.

Boa tarde caros e raros amigos, que por aqui passarem!

E não se esqueçam, hoje é o dia de fazer acontecer! :)


'Sinto o abraço do tempo apertar
E redesenhar minhas escolhas

Logo eu que queria mudar tudo

Me vejo cumprindo ciclos, gostar mais de hoje

E gostar disso

Me vejo com seus olhos, tempo

Espero pelas novas folhas

Imagino jeitos novos para as mesmas coisas

Logo eu que queria ficar ' ♫ (Adriana Calcanhotto - Abril)

Chuvinha gostosa! *-*
Flu invicto, Grêmio ganhando todos os jogos (campeão, fato) ;p, amigos maravilhosos, show do Capital Inicial (e o Rappa u.u) sábado, com as mulheres da minha vida, aniversário se aproximando, curso semana que vem, matérias sendo entendidas mais que nunca, cineminha e pipoca, estou fazendo as pazes com a água e sim, estou baixando novas temporadas de naruto. (Eu precisava de um viciado pra me dar disposição pra voltar a usar o pc pra baixar animes hahaha)
Enfim, dia comum, coisas clichês, sentimentos que me justificam e muita disposição.
Hoje pelo visto, não poderei sair de casa, mas de qualquer forma, farei viagens maravilhosas, estou relendo o livro violetas na janela, um livro que sem sombra de duvidas me traz muita paz.
Pois é caros e raros amigos, cada dia é uma nova descoberta, cada segundo uma chance de mudar tudo pra sempre, e sabe o que é necessário para sair da casca que nos aprisiona? Dar o primeiro passo!
Afinal, nem todas as pessoas que deram o primeiro passo, chegaram ao fim da caminhada, mas todos que chegaram, começaram dando o primeiro passo.
Quem sabe hoje não é o dia?
Abra as janelas, a vida é tão linda!
Nós somos os mestres do nosso destino, e você tem a feliz ou triste escolha de se manter preso as tragédias diárias e se tornar um ser amargo, ou usar cada obstáculo como aprendizado, como crescimento, como lição.
Os buracos existem, os caminhos podem ser irregulares, os pés podem estar calejados, mas o fim da jornada, é sempre triunfal, quando o inicio, apesar de doloroso, nos estimula a continuar.

Lindo dia a todos que por aqui passarem!

E não se esqueçam, no inicio pode até ser o destino, mas o continuar e se manter de pé, só depende de você! :)


Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida...
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo'
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo!

Amanhã é um novo dia, não é?! :)