Espero que gostem do vídeo!
Essa música realmente fala muito de mim, e acho que fala um pouquinho de todo mundo, porque no fundo, todos sentimos falta de alguma lembrança que foi apagada, de momentos que ficaram ali, estacionados e aprisionados nas teias do tempo.
Algumas vezes eu não sei se sentir saudade é tão bom assim, porque a sensação de que "veio e se foi" é mais dolorosa que a sensação de "nunca tive"...
Mas creio, e creio de forma ortodoxa que a vida é mesmo um doer, e quando dói, talvez seja porque valeu a pena. Só não tenho certeza se pra valer a pena tem que doer, acho mesmo que nós dificultamos as coisas, omitimos, enganamos, nos tornamos personagens indiferentes de uma história que exige pessoalidade.
Esses casos de começos acidentais e finais conformistas e demagógicos me deixa sempre na defensiva, mas o que mais me assusta, é esse não sei o que, que dói não sei onde, sem um porquê.
E esses dias estranhos em que a gente levanta da cama meio tonta, procurando uma razão sem encontrar, sentindo falta do que vai, mas sem nem saber necessariamente o que você tinha, se é que você tinha algo, me fazem imaginar que momentos perfeitos, são instantes passageiros que em seguida deixam o ar rarefeito e um buraco no estômago...
Mas o cômico/trágico disso tudo, é que pela primeira vez na vida, apesar de não saber o porque, eu sei exatamente o que fazer.
Sem cobranças, sem dramas, sem lágrimas, a gente deixa a vida acertar os ponteiros, porque o mundo é demasiado pequeno, e a gente encontra pelo caminho o que merece encontrar.
Questionar talvez seja a forma mais dolorosa de lidar com o inevitável, por isso eu vivo, e vivo sabendo que a distância tão questionada é a que existe entre a gente e os limites que a gente coloca para as coisas que quer e não se sente capaz de realizar, distância mesmo, é estar assim, tão perto e se sentir tão mais tão longe, que você nem consegue mais se lembrar de como era estar perto...
E sabe o que é mais trágico que cômico? É que a mesma vida que nos ensina a lutar pelo que queremos, é a mesma que nos ensina a viver sem o que de fato nos faz felizes!
Porque o que conforta verdadeiramente, talvez não seja a idéia tresloucada de que você não estava pronto pra viver aquilo, mas a idéia subordinada de que você esteve ali e fez o que pôde ^^
Tenham um bom fim de semana ;]
Ahhh... e cuidem bem dos momentos, a gente nunca sabe quando eles se tornarão saudade irrevesível!
;**
(Na falta de um fotolog, resolvi usar o blog mesmo pra postar minhas fotos ;D)Hoje ouvi uma frase muito interessante que me fez sentir vontade vir aqui postar...
"Tem, mas acabou!"
Quantas coisas ainda fazem parte de nossa vida, mas acabaram-se, e acabou porque o tempo passou, acabou porque não existe reciprocidade, acabou porque nossa excentricidade não permitiu que se consumasse, acabou porque a vida levou embora, acabou porque já era tarde, acabou porque você não tem mais forças pra lutar, acabou porque ninguém ama sozinho...
E as coisas acabam como se fosse melhor não terem acontecido, e a maioria acaba sem acabar, findam sem findar, e a gente deixa pra trás mesmo levando aquilo na alma.
Pobres de nós se não fossem as lembranças, felizes de nós se pudessemos apagar aquele adeus, aquela desistência, aquele sorriso, aquele sonho, pobres de nós se não fossem as lições que guardamos das coisas que se vão, felizes de nós se ja soubessemos tudo e já não houvesse nada pra aprender...
As vezes só é muito tarde pra dizer aquelas palavras, e vezes ainda, cedo demais; mas a gente perde tempo, e como cachorro correndo atrás do rabo, disperdiçamos energia em vão, porque um terço das pessoas que conheço só dão importancia para os sentimentos alheios quando é tarde demais pra fazer acontecer, quando as músicas já não fazem mais sentido, quando aquele filme tarde da noite já não lembra ninguém, quando o sonho já se tornou ilusão. Ossos do oficio é o que diz a canção, faz parte do que chamam de vida, faz parte da lei intríseca no que chamam de humanidade: a gente só dá valor quando perde...
Eu tinha aquele costume piegas de ficar esperando, esperando por sinais e palavras certas, esperando por um grande momento, esperando ele perceber, esperando tudo fazer sentido; e o que eu ganhei? Frustração...
Mas não há um culpado, não há um crime perfeito, porque as pessoas só fazem da gente o que a gente permite que elas façam, e quem eu sou hoje é apenas resultado do que eu fiz, com o que eu permiti que as pessoas fizessem de mim.
Cedo ou tarde demais, eu percebi que algumas coisas a gente leva pra sempre, mas isso não significa que elas tem que interferir na vida que nos espera lá fora.
Deixar as lágrimas para o travesseiro talvez seja a forma mais sensata de levar a vida, antes que seja tarde demais para tomar a rédea do que lhe é seu por dever.
Porque o que você leva da vida, é a vida que você leva, e só você pode mudar o caminho, as pessoas podem te influenciar, mas ninguém pode caminhar por você, as pessoas podem ter sua parcela de culpa nas lágrimas que você chorou sozinha, mas foi você que abriu as portas, as pessoas podem até te fazer sofrer, mas ninguém entra no nosso coração e principalmente, ninguém destrói nosso coração sem a nossa permissão.
Nós somos reflexo da nossa caminhada diaria, e você, o que está refletindo nesse momento?
Quantas vezes você foi altruista consigo mesmo e se amou mais que amou aquele garoto ou aquela garota que parecia perfeita demais pra entrar na sua vida? Quantas pessoas você ajudou? Quantos amores você perdeu? Você já amou realmente? Quantos 'eu te amo' você já disse sem querer dizer nada? Quantas vezes você já foi machucado? Quantas vezes você machucou? Quantos sonhos você perdeu? Quantos realizou? Quantas vezes você se julgou a pessoa certa? E quantas vezes você se deu conta que ele era certo pra você, mas você não era certa pra ele? Quantas vezes você se denominou incapaz? Quantas vezes você foi lá e fez? Quantas vezes você já tentou dizer a coisa a certa e tudo que conseguiu foi fazer tudo errado? Quantas vezes você já parou pra pensar e se deu conta que não é o outro que te faz sofrer, é você?
Quantas vezes você tinha tanto sentimento ali dentro de você, mas para o outro, simplesmente acabou?
Pense nisso! Eu fui obrigada a pensar...
E com uma alegria triste a garota passional deixa de esperar!
Porque afinal: "O que a Suíça conseguiu com os seus 500 anos de paz, amor e democracia? O relógio-cuco?"
E o que eu consegui com longas esperas? Um relógio quebrado e a estranha certeza de que ninguém percebeu que eu estive esperando!
Lembrem-se:
"Se seu coração foi partido, o mundo não parará para que você junte seus cacos...." (Shakespeare)
;*
Mas você não pode ver o seu sangue
Isto não é nada além de alguns sentimentos
Que este velho sujeito abandonou ♫
Depois que você foi embora, nunca mais fui a mesma, a principio procurei você em todas as pessoas e quando descobri que nunca mais o encontraria, perdi um pouco do que era eu.
Nunca mais consegui confiar em ninguém, nunca mais consegui ouvir certas músicas e pronunciar certos nomes, olhar algumas paisagens ainda me trazem você imediatamente, e sempre surge a velha duvida: um dia você me amou? Quem ama desiste? Quem ama esquece? Quem ama vai embora?
Eu não sei... Eu não sei mais!
Achei que não sobreviveria nas primeiras noites depois do seu adeus, achei que nunca mais conseguiria respirar sem sentir o nó na garganta, achei que nunca mais conseguiria comer, sem sentir o buraco no meu estomago se aprofundando, achei que nunca mais ia parar de chorar...
Mas o tempo tratou de curar os sintomas, mesmo que quando eu veja o inverno pela janela, ainda lembre de você e todos os planos, mesmo que, a mulher forte e destemida que me tornei, ainda olhe pra menina que você roubou a ingenuidade do primeiro amor, e sinta falta daquelas lágrimas de emoção por sentir estar tão perto do inicio feliz.
Mas aquela noite, aquela noite em que eu sabia que havia alguma coisa de errado, tudo que eu tive foi o final infeliz, mas eu não sinto pena de mim, não sinto mais pena da garota que passou meses esperando aquele garoto responder suas mensagens ou aparecer bem na sua porta, dizendo que havia voltado atrás. E o que mais doía era saber que eu nunca mais poderia olhar para arvores em dias de outono, que eu nunca mais diria aquelas palavras, ou veria aquele sorriso, era a ultima vez que veria aquele rosto, era a ultima vez que os dias não pareceriam desiguais, era a ultima que eu esperava uma msg de bom dia e uma ligação as 2 da manhã, era ultima vez que eu ouvia aquelas musicas e via aquelas fotos, e a ultima vez sempre dói, porque você não se despede só do que está ali, vivo, bem na sua frente, você também se despede de você, se despede de quem você era, quando você tinha os dias preenchidos por aquela presença, ainda que ausente, e dá boas vindas à dias que você nem sabe o que fazer, de tão vazios que ficaram.
E por um tempo eu esperei, esperei até mudarem as estações e nada mudar...
Por fim, eu sabia que você não ia mais voltar, desde o inicio eu soube disso, desde o primeiro momento, quando você me disse aquelas palavras, você cortou todos os laços, fechou a porta e jogou a chave fora, eu ainda esperei do lado de dentro, mas tudo havia se perdido, e eu senti com toda a minha alma que nada mais poderia ser reconstruido, nada mais seria igual, e o outro dia, seria o primeiro de uma vida sem você, uma vida que você escolheu viver sem mim...

"Não desista de mim
Não desista de mim, esta noite
Ou estará tudo perdido
Porque quando descobrir quem és, será tarde para mudar" ♫
(Dishwalla - Every little thing)
Não desista de mim, esta noite
Ou estará tudo perdido
Porque quando descobrir quem és, será tarde para mudar" ♫
(Dishwalla - Every little thing)
Porque algumas vezes parece tarde demais pra resistir, e outras no entanto, cedo demais pra insistir.
E daí te fazem achar que aqueles velhos sonhos são infantis demais pra você, te fazem pensar que é loucura querer envelhecer ao lado de alguém que não faça você se sentir como se não merecesse as coisas que quer. Porque parece surreal desejar fazer parte da pequena porcentagem de pessoas que acreditam até o fim, que se privam daquelas longas viagens por filhos com seus olhos e mãos dadas em dia frio.
Dizem que o tempo leva tudo embora, e eu me pergunto: não seria uma forma covarde de culpar o tempo pelas nossas desistências?
Será que o mundo anda cego ou eu ando idealista demais? Porque pra mim, o impossivel não existe, a impossibilidade é algo que nós designamos, e designações são fatores variaveis...
Talvez eu não saiba o que é certo, talvez eu nem entenda direito o que é errado, mas eu ainda quero os velhos clichês, casar de vestido branco, ter 2 filhos, e um grande amor. Daqueles que faz a gente voltar pra casa depois de um dia exaustivo de trabalho, na certeza de que haverá um porto seguro. Daqueles que você compartilha sua existência, e que quando estiver bem cansada, sinta que terá um colo pra descansar, um ombro pra chorar, e uma testemunha fiel de que sua vida valeu a pena.
Isso pode fazer parte do que as pessoas chamam de contos de fadas e idealizações infantis, mas isso sou eu, esses são os meus sonhos, e quem despreza isso, também despreza quem eu sou.
Quer uma dica? Pensa em algo impossivel... Muito bem, saiba que isso também pode ser realizado ;D
Só depende de você e de quanto amor você emprega nas coisas que diz querer!
;*
Domingo, 16:09 horas...
E o que eu tenho a dizer?
Eu não sei, mas há tanto a ser dito, a começar pelas imposições: Não me tente, não me procure, não me faça perguntas, hoje eu não estou pra ninguém. Não por estar triste, mas por sentir que preciso ter uma conversa franca comigo mesma.
São dias como esse, que me levam aquele velho paradoxo... Finais felizes? Se é final, não é feliz, não pra mim... Porque tudo que chega ao fim, dói. Dói, não porque o sentimento existe, mas porque um dia existiu. Eu ando precisando aprender a virar a página, a trocar o disco, a trocar a velha rasteirinha pelo salto alto.
Meninas crescem, concluir isso é o primeiro passo para o amadurecimento, só não sabia que crescer também doia, dói porque esticam-se os póros, cedem os musculos, contraem os orgãos, dói porque você volta a questão anterior, você abandona uma parte de você ali atrás, você olha para o teu velho rosto de menina e diz: é minha cara, você vai ter que crescer, vai ter que se acostumar a essas rugas que hoje habitam a face dos que crescem rápido demais, vai ter que se acostumar a algumas noites revirando na cama, e a entender que finais nunca são felizes... Mas não chore, mulheres não choram, só meninas fazem isso, mulheres suportam, até ficarem frias e fortes suficientes para não sentir. É disso que eles gostam, mas não me pergunte que glória há em amar quem te despreza, mas a glória está aí de fato. Se você quer ser (in)feliz, adote logo esse rosto pálido, as olheiras de dias de trabalho e o coração de quem desaprendeu o que você nasceu sabendo, amar, amar, amar... Esqueça!
Porque afinal, o que importa o (in) que fica nas entrelinhas, se no fundo, todos vão ver só o feliz...
E o que eu tenho a dizer?
Eu não sei, mas há tanto a ser dito, a começar pelas imposições: Não me tente, não me procure, não me faça perguntas, hoje eu não estou pra ninguém. Não por estar triste, mas por sentir que preciso ter uma conversa franca comigo mesma.
São dias como esse, que me levam aquele velho paradoxo... Finais felizes? Se é final, não é feliz, não pra mim... Porque tudo que chega ao fim, dói. Dói, não porque o sentimento existe, mas porque um dia existiu. Eu ando precisando aprender a virar a página, a trocar o disco, a trocar a velha rasteirinha pelo salto alto.
Meninas crescem, concluir isso é o primeiro passo para o amadurecimento, só não sabia que crescer também doia, dói porque esticam-se os póros, cedem os musculos, contraem os orgãos, dói porque você volta a questão anterior, você abandona uma parte de você ali atrás, você olha para o teu velho rosto de menina e diz: é minha cara, você vai ter que crescer, vai ter que se acostumar a essas rugas que hoje habitam a face dos que crescem rápido demais, vai ter que se acostumar a algumas noites revirando na cama, e a entender que finais nunca são felizes... Mas não chore, mulheres não choram, só meninas fazem isso, mulheres suportam, até ficarem frias e fortes suficientes para não sentir. É disso que eles gostam, mas não me pergunte que glória há em amar quem te despreza, mas a glória está aí de fato. Se você quer ser (in)feliz, adote logo esse rosto pálido, as olheiras de dias de trabalho e o coração de quem desaprendeu o que você nasceu sabendo, amar, amar, amar... Esqueça!
Porque afinal, o que importa o (in) que fica nas entrelinhas, se no fundo, todos vão ver só o feliz...
Quem é mais sentimental que eu?Eu disse e nem assim se pôde evitar.
Ela é mais sentimental que eu!
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais. ♫
(Los Hermanos - Sentimental)
Eu gosto mesmo é de silêncio, de mãos dadas por baixo da mesa, de sorrisos compridos, de rir de bobagens e do nada olhar nos olhos, de ficar com as bochechas vermelhas, de brilho labial com gosto de melancia, de vento me despenteando, de abraço forte, de segredos, de pele macia, de corpo quente, de fugir enlouquecida no meio da multidão, de reconhecer aquele sorriso de longe, de correr feito louca, de quase cair no chão, de sempre estar atrasada, de ficar parada sem falar nada, de vozes baixas, com sotaque malandro e arrastado, de perder a concentração...
Eu gosto mesmo é dos planos, de boca perfeita, de olhar o mar à noite, de sentir frio na espinha, de fingir que não tem clima nenhum, de falar de futebol, de desviar o olhar, de falar das estrelas, de achar que o cristo redentor está se movimentando, de me sentir levemente bebada, de falar compulsivamente, de sentir as mãos na cintura, de não sentir frio no frio, de beijo roubado, com gosto de chiclete.
De rir de mim mesma, de sentir frio na barriga, de vestido cheio de areia, do som do mar, do dia nascendo, de tomar bronca dos meus pais, de fingir que to chateada, de me esconder no quarto, deitar na cama e ouvir Los hermanos por 13 horas consecutivas, de lembrar de tudo que foi e não passou, de tudo que ficou, depois que acabou, dos sonhos que nascem inconscientemente, de me lembrar de tomar doses de realidade e repetir: Ariane, Ariane, não se empolgue!
E cinco segundos depois estar suspirando, o que eu gosto mesmo é de alugar os ouvidos das minhas amigas, de sentir que tudo se encaixa, de me irritar pensando onde eu estive tanto tempo!
O que eu gosto mesmo, é de perder a linha e perder o rebolado, de parecer uma menina de 12 anos, de usar sapatinho de boneca e vestido, de vodka com limão e gelo, de suco de abacaxi, de cantar feito louca na rua, de surpresa, de loucuras, de perfume com cheiro de manhã de sábado...
E diferente do que todos pensam, eu não estou apaixonada! NÃO estou!
Será?
Não importa, "ele é mais sentimental que eu" ♫ ...
Tenham um dia perfeito! ;*
'O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso desse amor
Corre a lua, porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por essa noite
Porque está amanhecendo?
Peço o contrário, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for' ♫
(Cassia Eller - Relicário)
Depois de tempos conturbados, de confusões ativas e presentes, depois de aceitar que derrota e abandono são meras questões de ponto de vista, depois de entender que despedidas tem mais a ver com o que você faz dos sentimentos que ficam, do que com quem vai, eu volto a postar nesse blog.
Hoje eu sei, que as pessoas vão valorizar em você aquilo que você mesmo valoriza, e esse pensamento, me fez abrir algumas portas. Portas essas, que abri por acaso, numa tentativa de fugir da realidade, num gesto rústico de negar o que estava presente.
Eu tentei anular o que já existia, dando vida ao que parecia sem futuro, mas sem querer eu fechei as portas, e o que era fruto do acaso tem dado vida aos meus melhores pensamentos. Talvez eu não esteja ainda falando de paixão, e tão pouco de amor, mas estou falando de encontros mágicos que mexem com a alma da gente, que nos faz perguntar porque nos mantivemos tanto tempo presos, quando tinhamos a oportunidade de estar vivendo e fazendo descobertas.
Diferente de um tempo atrás, eu não estou fechando portas antigas, ou rasgando fotos e tão pouco negando o que já fez parte de mim; estou olhando com sensibilidade de expectadora o que eu fiz com o teatro da minha vida, quantas peças transformei em tragédia, quando nada mais eram que comédia, apenas um stand up, onde eu estava sozinha e me julgava cercada de tantas coisas que me machucavam. Passei tanto tempo colocando a culpa dos meus fracassos nos atores coadjuvantes das minhas grandes cenas, sem perceber que era eu, a autora dos meus dramas, e só eu poderia mudar o rumo dos fatos.
Hoje, de olhos abertos e ciente da direção que quero tomar, eu fecho portas, mas deixo uma janela aberta.
Quanto aos encontros mágicos, que fiquem para as cenas que escreverei em breve, por enquanto, só quero dar vida a realidade sem grandes idealizações, porque mesmo quando as portas se fecham, os sentimentos não se definem.
Descubram-se também autores de suas obras e sejam felizes!
Afinal, cada dia uma cena e felizmente a tal felicidade é construida todos os dias :*
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